Por experiência sei que a maioria dos alunos de publicidade se formam despreparados para o dia a dia de uma agência. Muitos deles sequer sabem quais funções poderiam exercer ali. Pois bem, a missão deste blog é dar uma forcinha. E vamos começar falando de criação.
O trabalho criativo se divide em duas partes: a redação e a direção de arte. A primeira cuida dos textos, assinaturas (slogans), títulos (chamadas), roteiros de rádio, roteiros de TV, enquanto a segunda cuida dos elementos gráficos, tipologia, cores, composição, fotografia, e juntas essas partes formam as duplas de criação.
Essa estrutura tem de um lado o diretor de criação, responsável por ajudar a definir a linha criativa e filtrar o trabalho das duplas sob seu comando. E de outro lado assistentes de arte, revisores e estagiários, que dão agilidade e suporte na finalização dos trabalhos.
Basicamente o processo funciona assim: o job vem do atendimento - ou do planejamento no caso de algumas agências - para a dupla de criação responsável. Nesse momento o diretor de criação se reúne com a dupla para discutir “o que dizer”, que caminho seguir. E daí surgem as primeiras idéias. Mas a reunião continua entre redator e diretor de arte para discutir “como dizer”, ou o conceito em si.
Daí em diante cabe ao diretor de arte definir a cara da campanha. E ao redator definir o conteúdo. O diretor de arte começa então a procurar referências e montar layouts em cima da solução criativa. Já o redator desenvolve todas as variações possíveis para a campanha, seja com títulos, com textos, com imagens, com roteiros, etc.
Por fim vai tudo para a mesa do diretor de criação. E é nessa hora que ele cumpre seu papel principal: aprovar o que é bom, pertinente, criativo. Dali segue pro atendimento, que às vezes pede alguma ateração. E depois para o cliente, que sempre pede um monte de alterações. Por fim a dupla (leia-se diretor de arte) finaliza o trabalho com todas as alterações e pronto.
No geral e resumindo é isso.
20 de Janeiro de 2009
25 de Agosto de 2008
Pensamentos.
A princípio não existem caminhos. Existe o explorado e o inexplorado. Você sabe que pode ir mais longe, mas é preciso coragem. Não avistar além do horizonte e mesmo assim acreditar que o próximo passo nunca será o último. Descansar quando for preciso para levantar sempre em busca do impossível. Olhar para o céu e querer alcançar o espaço. E se alguma coisa não der certo, tudo bem. Porque teremos sempre um motivo para tentar novamente.
15 de Agosto de 2008
Pobreza e criminalidade.
Hoje cedo, ouvindo um rap em uma rádio qualquer, fui obrigado a parar pra pensar. Méritos e desméritos da música a parte, o que me incomodou foi a pregação da violência como estilo de vida e único meio de sobrevivência. F***-se a liberdade de expressão, alguém devia proibir isso.
Deixa eu falar algumas coisas sobre pobreza: antes de mais nada, só não tem dinheiro quem não quer. As oportunidades estão aí para todos. É claro que tirar uma arma da cintura e apontar pra cabeça de alguém é muito mais fácil. O que me leva a crer que só existe um motivo para a violência e a prostituição: preguiça.
Ganhar dinheiro honesto é um pouco mais difícil. É preciso abrir mão de encher a cara no boteco todo dia. Tem que acordar cedo e dormir tarde. E não vem de uma hora pra outra. Exige tempo e esforço. Mas quem tem força de vontade e trabalha de verdade, honestamente, vence na vida sim, e tem aí um milhão de bons exemplos que não me deixam mentir. Inclusive meu pai.
Mais um nordestino que veio para São Paulo fugindo da fome, meu pai literalmente não tinha nada. Começou a trabalhar aos 7 anos, lutou para concluir os estudos e sustentar a família, e aos 48 anos era autônomo, vendendo de tudo. Lembro que foram anos difíceis, até que um desses produtos deu certo. Tanto que ele pôde comprar seu primeiro carro zero. Dali pra cá meu pai foi conquistando cada vez mais, porém ainda trabalhava das 4h da manhã até 21 ou 22h.
Um belo dia três assaltantes entraram em casa armados como se tivessem o direito de levar em 20 minutos o que meu pai tinha levado 50 anos para conquistar.
Agora me diz, a vida não foi justa com esses três rapazes? E com meu pai, foi?
Deixa eu falar algumas coisas sobre pobreza: antes de mais nada, só não tem dinheiro quem não quer. As oportunidades estão aí para todos. É claro que tirar uma arma da cintura e apontar pra cabeça de alguém é muito mais fácil. O que me leva a crer que só existe um motivo para a violência e a prostituição: preguiça.
Ganhar dinheiro honesto é um pouco mais difícil. É preciso abrir mão de encher a cara no boteco todo dia. Tem que acordar cedo e dormir tarde. E não vem de uma hora pra outra. Exige tempo e esforço. Mas quem tem força de vontade e trabalha de verdade, honestamente, vence na vida sim, e tem aí um milhão de bons exemplos que não me deixam mentir. Inclusive meu pai.
Mais um nordestino que veio para São Paulo fugindo da fome, meu pai literalmente não tinha nada. Começou a trabalhar aos 7 anos, lutou para concluir os estudos e sustentar a família, e aos 48 anos era autônomo, vendendo de tudo. Lembro que foram anos difíceis, até que um desses produtos deu certo. Tanto que ele pôde comprar seu primeiro carro zero. Dali pra cá meu pai foi conquistando cada vez mais, porém ainda trabalhava das 4h da manhã até 21 ou 22h.
Um belo dia três assaltantes entraram em casa armados como se tivessem o direito de levar em 20 minutos o que meu pai tinha levado 50 anos para conquistar.
Agora me diz, a vida não foi justa com esses três rapazes? E com meu pai, foi?
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